O IMPACTO DE EVENTOS DE ZONA DE CONVERGÊNCIA DO ATLÂNTICO SUL SOBRE A ESTRUTURA TERMODINÂMICA DO OCEANO ATLÂNTICO SUDOESTE
Documento
Informações da Tese
Título
O IMPACTO DE EVENTOS DE ZONA DE CONVERGÊNCIA DO ATLÂNTICO SUL SOBRE A ESTRUTURA TERMODINÂMICA DO OCEANO ATLÂNTICO SUDOESTE
Autor
Douglas Medeiros Nehme
Resumo
O verão no sudeste do Brasil é marcado por recorrentes eventos extremos de chuva ligados à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Estudos recentes demonstraram que a interação desse fenômeno atmosférico com o oceano é mais complexa do que sugerido anteriormente e afeta toda a Camada de Mistura Oceânica (CMO). A correta representação desse acoplamento traz ganhos na previsibilidade da ZCAS, fato relevante na gestão de recursos hídricos, mitigação de desastres e no planejamento de atividades de operação e manutenção offshore. Nesse sentido, essa tese confirmou que a ZCAS altera os fluxos na interface ar-mar e impacta toda a CMO sob diferentes aspectos. Através da inédita integração de dados de boias para o Oceano Atlântico Sudoeste, a detecção automática de casos de ZCAS e simulações numéricas acopladas do oceano e da atmosfera, esse estudo obteve a primeira evidência in situ do acoplamento espacialmente assimétrico da ZCAS com a CMO. Ele se estabelece pelo afinamento da CMO na porção sul da cobertura de nuvens e aprofundamento na porção norte, além de ocorrer em condições ambientais mais amplas do que sugerido previamente na literatura. A maior precipitação na porção sul também pode formar Camadas Barreira, níveis verticais de menor salinidade, que tornam a CMO mais rasa e retêm parte da energia anteriormente disponível à atmosfera. Por exemplo, para dois casos analisados essa retenção foi de ≈45% e ≈30% da energia da CMO. Por fim, a representação da precipitação estratiforme da ZCAS sobre o oceano pela simulação acoplada foi melhor do que pela não-acoplada, indicando a robustez do primeiro método.
Abstract
O verão no sudeste do Brasil é marcado por recorrentes eventos extremos de chuva ligados à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Estudos recentes demonstraram que a interação desse fenômeno atmosférico com o oceano é mais complexa do que sugerido anteriormente e afeta toda a Camada de Mistura Oceânica (CMO). A correta representação desse acoplamento traz ganhos na previsibilidade da ZCAS, fato relevante na gestão de recursos hídricos, mitigação de desastres e no planejamento de atividades de operação e manutenção offshore. Nesse sentido, essa tese confirmou que a ZCAS altera os fluxos na interface ar-mar e impacta toda a CMO sob diferentes aspectos. Através da inédita integração de dados de boias para o Oceano Atlântico Sudoeste, a detecção automática de casos de ZCAS e simulações numéricas acopladas do oceano e da atmosfera, esse estudo obteve a primeira evidência in situ do acoplamento espacialmente assimétrico da ZCAS com a CMO. Ele se estabelece pelo afinamento da CMO na porção sul da cobertura de nuvens e aprofundamento na porção norte, além de ocorrer em condições ambientais mais amplas do que sugerido previamente na literatura. A maior precipitação na porção sul também pode formar Camadas Barreira, níveis verticais de menor salinidade, que tornam a CMO mais rasa e retêm parte da energia anteriormente disponível à atmosfera. Por exemplo, para dois casos analisados essa retenção foi de ≈45% e ≈30% da energia da CMO. Por fim, a representação da precipitação estratiforme da ZCAS sobre o oceano pela simulação acoplada foi melhor do que pela não-acoplada, indicando a robustez do primeiro método.
Ano
2025
Orientadores
Luiz Landau | Luiz Paulo de Freitas Assad | Luciano Ponzi Pezzi
