COMPORTAMENTO AO ARRANCAMENTO DE ESTACAS TORPEDO ISOLADAS E EM CLUSTER
Documento
Informações da Tese
Título
COMPORTAMENTO AO ARRANCAMENTO DE ESTACAS TORPEDO ISOLADAS E EM CLUSTER
Autor
David Sena Balreira
Resumo
A presente tese trata da avaliação do comportamento à tração vertical e inclinada de estacas torpedo isoladas e em cluster por meio de ensaios a 100g em centrífuga geotécnica. Perfis de resistência ao cisalhamento não drenada foram obtidos utilizandose um mini T-bar em 11 clay beds moldadas através da Técnica dos Grumos, utilizando caulim Speswhite e argila marinha. Esses perfis se mostraram crescentes ao longo da profundidade em conformidade com os perfis reportados na literatura. Eles permitiram a normalização dos valores de força obtidos experimentalmente em 45 ensaios de arrancamento, sendo 28 ensaios com estacas torpedo isoladas, 15 com a estaca T-120 e 13 com a estaca T-150, e 17 ensaios em clusters de duas estacas torpedo T-120. As curvas de força normalizada versus deslocamento normalizado para os ensaios de arrancamento inclinados (60° e 45°) apresentaram maiores valores de força que os de arrancamento vertical (90°) assim como maiores deslocamentos para atingir a carga de pico. Os ensaios em clusters apresentaram maior eficiência para arrancamentos com o espaçamento entre estacas de 3 vezes o diâmetro total (DT) que circunscreve as aletas da estaca torpedo T- 120. Foi encontrada uma tendência linear de crescimento da força na ruptura, não normalizada, com a resistência não drenada média para os ensaios com estacas isoladas em caulim Speswhite. Ensaios à tração vertical efetuados com a estaca torpedo T-150 apresentaram melhor desempenho que o observado nos ensaios com a T-120.
Abstract
This thesis evaluates the vertical and inclined pullout behaviour of single and clustered torpedo anchors through tests conducted at 100g in a geotechnical centrifuge. Undrained shear strength profiles were obtained using a mini T-bar in 11 clay beds moulded using the lump technique with Speswhite kaolin and marine clay. These profiles were found to increase with depth, in accordance with the profiles reported in the literature. The force values obtained in 45 pullout tests could be normalised using these profiles. Of these tests, 28 were with single torpedo anchors, 15 were with the T-120 anchor and 13 were with the T-150 anchor. There were also 17 tests in clusters of two T-120 torpedo anchors. Normalised force versus normalised displacement curves for inclined pullout tests (60° and 45°) showed higher force values and greater displacements to reach peak load than vertical pullout tests (90°). Cluster tests demonstrated greater efficiency for pullouts with a spacing between piles equal to three times the total diameter (DT) circumscribing the fins of the T-120 torpedo anchor. A linear trend of growth in unnormalised failure force was observed in tests with single anchors in Speswhite kaolin, with an average undrained strength. Vertical pullout tests performed with the T-150 torpedo anchor showed better performance than that observed in the T-120 anchor.
Ano
2025
Orientadores
Márcio de Souza Soares de Almeida | Maria Cascão Ferreira de Almeida | Alessandra Conde de Freitas
