RESISTÊNCIA DE INTERFACE GEOMEMBRANA TEXTURIZADA-ARGILA EM ATERRO SANITÁRIO NO SUL FLUMINENSE, RJ
Documento
Informações da Dissertação
Título
RESISTÊNCIA DE INTERFACE GEOMEMBRANA TEXTURIZADA-ARGILA EM ATERRO SANITÁRIO NO SUL FLUMINENSE, RJ
Autor
André Coutinho Lima
Resumo
Os resíduos sólidos urbanos (RSU) gerados no Brasil são, em sua maioria, direcionados para aterros sanitários, onde o processo de biodegradação dos resíduos orgânicos gera efluentes gasosos e líquidos, respectivamente biogás e chorume. O sistema de impermeabilização tem como função impedir a percolação desse efluente líquido do interior do maciço de resíduos para o subsolo, retendo ou minimizando contaminantes. É comum que exista uma geomembrana desempenhando essa finalidade, muitas vezes em contato com solo. Torna-se importante, portanto, entender a resistência de interface desses materiais. Dessa forma, o presente trabalho realizou uma revisão bibliográfica acerca do tema, compilando valores de resistência de interface entre geomembranas de polietileno de alta densidade (PEAD) e solos. Finalmente, objetivou verificar a resistência de interface entre a geomembrana de PEAD e o solo local de um aterro sanitário localizado no Vale do Paraíba Fluminense, RJ, classificado pelo Sistema Unificado de Classificação dos Solos (SUCS) como CH, isto é, argila inorgânica de alta plasticidade. Para tanto, foram realizados ensaios de caracterização do solo, como granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor Normal, e ensaios de cisalhamento direto. Estes últimos foram realizados em caixa 60 mm x 60 mm no solo e na interface, em amostras preparadas na umidade ótima e massa específica seca máxima, com e sem inundação do corpo de prova por 24 horas, sendo utilizadas tensões normais de 50 kPa, 150 kPa, 225 kPa e 300 kPa. Os ensaios indicaram resistência da interface inferior ao solo local, com ângulo de atrito variando entre 19,3° e 25,2°, ao passo que a adesão variou entre -3,9 kPa e 19,8 kPa, resultados que estiveram dentro da bibliografia consultada.
Abstract
Most municipal solid waste (MSW) generated in Brazil is disposed of in sanitary landfills, where the biodegradation of organic waste produces gaseous and liquid effluents, namely biogas and leachate, respectively. The purpose of the impermeabilization system is to prevent the percolation of this liquid effluent from the waste mass into the subsoil, retaining or minimizing contaminants. It is common for a geomembrane to perform this function, often in contact with soil. Therefore, understanding the interface shear strength between these materials is important. Thus, the present study conducted a literature review on the subject, compiling interface shear strength values between high-density polyethylene (HDPE) geomembranes and soils. Finally, it aimed to evaluate the interface shear strength between an HDPE geomembrane and the local soil of a sanitary landfill located in Vale do Paraíba Fluminense, RJ, classified by the Unified Soil Classification System (USCS) as CH. For this purpose, soil characterization tests were performed, including grain-size distribution, Atterberg limits, and Standard Proctor compaction, as well as direct shear tests. The latter were conducted in a 60 mm × 60 mm shear box on both the soil and the interface, using specimens prepared at optimum moisture content and maximum dry density, with and without 24-hour inundation of the sample, under normal stresses of 50 kPa, 150 kPa, 225 kPa, and 300 kPa. The tests indicated that the interface strength was lower than that of the local soil, with the friction angle ranging from 19.3° to 25.2°, while the adhesion varied between -3.9 kPa and 19.8 kPa. These results were within the range reported in the literature.
Ano
2025
Orientadores
Claudio Fernando Mahler | Alessandra Conde de Freitas
