MITIGAÇÃO DE RISCOS HIDROLÓGICOS E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS EM ARRANJOS DE PARQUES SOLARES ATRAVÉS DE CONCEITOS DE BIOMIMÉTICA
Documento
Informações da Dissertação
Título
MITIGAÇÃO DE RISCOS HIDROLÓGICOS E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS EM ARRANJOS DE PARQUES SOLARES ATRAVÉS DE CONCEITOS DE BIOMIMÉTICA
Autor
Monique de Barros Melo Maia
Resumo
A abordagem tradicional para o desenvolvimento do arranjo de um parque solar prioriza o projeto elétrico e pressupõe adequá-lo face à rede de acessos internos e ao sistema de drenagem. Por consequência, é necessário considerar uma malha de canais, normalmente revestidos em concreto, que acabam acelerando o escoamento. Para lidar com essas velocidades, necessita-se de dispositivos adicionais como bacias de amortecimento seguidas de dissipadores de energia. Como os impactos hidrológicos e ambientais têm sido ameaças recorrentes na história recente de implantação de parques fotovoltaicos, a abordagem biomimética proposta neste trabalho inverte essa lógica, dando prioridade à definição dos acessos internos, que se adaptam à geometria 3D do terreno, evitando alterações na drenagem natural e em condicionantes ambientais, ao mesmo tempo em que atende à configuração eletromecânica necessária. O objetivo consistiu em estudar uma alternativa sustentável por meio de um manejo mais eficiente do escoamento superficial, simultaneamente à redução do consumo de concreto e consequentemente do custo do sistema de drenagem, inspirado em conceitos da biomimética. Para tal, foi proposto um estudo de caso de um parque solar de 83 MW, em fase de desenvolvimento, que possui projeto básico elaborado na tradicional abordagem ortogonal e que serviu de referência para efeito de comparação entre alternativas de projeto e de simulação. O comportamento hidráulico foi verificado através de modelagem bidimensional com avaliação das lâminas de água e de velocidades do escoamento. Os resultados mostraram as vantagens de arranjos de parques solares levando em conta a minimização de impactos hídrico-ambientais.
Abstract
The traditional approach in developing a solar park layout prioritizes the electrical design and assumes adapting it to the corresponding internal access network and drainage system. Consequently, it is necessary to consider a network of channels, typically lined with concrete, which end up accelerating runoff. Dealing with these velocities requires additional devices such as lamination basins followed by energy dissipators. As hydrological and environmental impacts have been recurring threats in the recent history of photovoltaic park implementation, the biomimetic approach proposed in this work reverses such logic, prioritizing the definition of internal accesses that adapt to the 3D terrain geometry, avoiding alterations to natural drainage and environmental constraints while meeting the necessary electromechanical configuration.
The objective focused on the study of a sustainable alternative by means of a more efficient management of surface runoff while reducing concrete consumption and consequently the cost of the drainage system, inspired by biomimetics concept. To this end, a case study of an 83 MW- solar park, still in the development phase, was proposed based on a basic design developed in the traditional orthogonal approach and that has been adopted as a baseline for the purpose of comparing project and simulation alternatives. Hydraulic behavior has been verified by means of two-dimensional modeling with evaluation of water depths and flow velocities. Results showed the advantages of solar parks taking into account the minimization of hydric and environmental impacts.
Ano
2026
Orientadores
Otto Corrêa Rotunno Filho
