Laboratório de Recursos Hídricos e Meio Ambiente - LABH2O

Professor Responsável

Descrição

O Laboratório de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, que atua junto ao Programa de Engenharia Civil, foi concebido no ano de 2010 com vistas a adotar uma perspectiva multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar na formação de futuras lideranças científicas na área de recursos hídricos. Sintonizado com as demandas sociais, o Laboratório opera através de bolsistas de graduação (Programa de Educação Tutorial – PET/MEC-SESu – apoio CAPES e Programa PIBIC – apoio CNPq) e bolsistas de pós-graduação (mestrado e doutorado), dando grande ênfase na emergente questão de gerenciamento integrado de bacias hidrográficas.

A formação do novo Laboratório reúne e integra os Laboratórios que historicamente vieram a se desenvolver junto ao Programa de Engenharia Civil da COPPE/UFRJ, a saber: Laboratório de Traçadores (1972); Laboratório de Hidrologia (1987) e Laboratório de Hidráulica Computacional (1998).

A principal missão do Laboratório de Recursos Hídricos e Meio Ambiente é a construção de uma base de dados e o desenvolvimento de ferramentas de análise integráveis a um sistema de apoio à decisão voltado à gestão de recursos hídricos com suporte na modelagem ambiental e no monitoramento hidrometeorológico e de mudanças climáticas globais na escala da bacia.

 

Diretrizes Estratégicas

A estratégia do laboratório é orientada por eixos acadêmico-científicos que merecem destaque:

  1. Hidrologia superficial e subterrânea

  2. Interações superfície-atmosfera, micrometeorologia e hidrometeorologia de mesoescala

  3. Qualidade da água, do ar e do solo

  4. Hidráulica fluvial

  5. Transporte de sedimentos

  6. Estruturas hidráulicas

  7. Hidrometria

  8. Aplicação de traçadores em hidrologia

  9. Modelagem ambiental e gestão de recursos hídricos em bacias hidrográficas rurais e urbanas

  10. Mudanças climáticas globais e seus efeitos regionais

Essas temáticas incentivam o desenvolvimento de técnicas de sensoriamento remoto e geofísica, com o objetivo de suprir a carência de dados e auxiliar na solução de problemas relacionados a bacias hidrográficas brasileiras. Um exemplo disso é a busca por melhorar a qualidade, reduzir os custos e otimizar o tempo de aquisição de dados hidrológicos básicos. Isso é essencial para a previsão, controle e estratégias de ação durante eventos de secas e cheias, além de permitir estimativas sobre os impactos das mudanças climáticas no ciclo hidrológico, nos regimes fluviais e na identificação de riscos hidrológicos e medidas de adaptação a novas condições ambientais.

 

Perguntas Científicas

O laboratório busca responder a questões científicas fundamentais, como:

  • Quais fatores afetam a variabilidade interanual do escoamento superficial e subterrâneo em bacias hidrográficas?

  • Como os padrões temporais e espaciais da umidade do solo influenciam os balanços de energia e água, e a variabilidade do escoamento?

  • Como determinar as incertezas nas vazões de modelos hidrológicos com base em campos espaço-temporais pluviométricos?

  • Como modelar e integrar os padrões de quantidade e qualidade da água em bacias hidrográficas e ambientes estuarinos e costeiros?

 

Programas de Estudo

Para atender a essas questões, o LABH2O desenvolve três programas de estudo principais:

  1. Programa 1 – Modelagem ambiental e gestão integrada dos recursos hídricos em bacias rurais e urbanas

    Este programa enfoca a importância da modelagem computacional na quantificação de variáveis-chave para o processo decisório. A integração dos resultados dos modelos com sistemas de gestão, considerando a análise integrada de riscos e impactos ambientais e sociais, é central. As temáticas incluem mudanças climáticas, vulnerabilidade de aquíferos, contaminação de recursos hídricos e o uso de traçadores fluorescentes para estudar a dispersão de poluentes.

  2. Programa 2 – Hidrologia espacial e sensoriamento remoto como fonte de dados para modelagem computacional

    Este programa explora o uso de plataformas automáticas e de sensoriamento remoto como fontes diretas de dados hidrológicos ou como entradas para modelos hidrológicos, hidrodinâmicos e de qualidade de água. O foco está no desenvolvimento de tecnologias de informação integradas, incluindo cartografia digital, para apoiar a gestão e modelagem dos recursos hídricos e do meio ambiente.

  3. Programa 3 – Modelagem hidrológica-hidráulica-atmosférica e da qualidade da água

    A modelagem numérica é a base deste programa, com a intenção de integrar os processos hidrológicos, hidráulicos, atmosféricos e geomorfológicos em diferentes escalas espaço-temporais. A criação de modelos integrados, ambiental e socialmente sustentáveis, é um dos objetivos principais deste eixo de pesquisa.

 

Projetos

O laboratório desenvolve projetos em diversas bacias hidrográficas, tanto rurais quanto urbanas, com diferentes escalas, incluindo:

  • Bacia do rio Paraíba do Sul

  • Bacias rurais e urbanas no estado do Rio de Janeiro

  • Bacia Amazônica

  • Bacia do rio Cuiabá

  • Bacia do rio São Francisco

Esses projetos visam a construção e disseminação de conhecimento sobre a gestão adequada de bacias hidrográficas, com parcerias entre instituições acadêmicas, científicas, operacionais e a sociedade. Um dos principais projetos é o estudo da bacia experimental do rio Piabanha, localizada na região serrana do Rio de Janeiro (EIBEX), afluente do rio Paraíba do Sul. Esta bacia, com biomas de Mata Atlântica, áreas agrícolas e urbanas, serve como um laboratório em escala real para o desenvolvimento de novas metodologias científicas e inovações tecnológicas.

Infraestrutura

O tema Hidráulica Computacional possui complexidade e importância compatível com Dinâmica dos Fluidos Incompressíveis, e suas aplicações são diversas em Engenharia, tais como Propagação de Ondas de Cheia Naturais e Ondas de Ruptura de Barragens, Cálculo e Avaliação da Circulação Natural ou Forçada em Corpos D’Água, Análise de Ondas de Despacho em Usinas Hidrelétricas, Controle Quantitativo e Qualitativo de Inundações, Modelação Matemática de Sistemas Hídricos, Avaliação de Transporte de Sedimentos em Rios e Canais.

O Laboratório de Hidráulica Computacional (LHC) foi fundado em 1997 com o objetivo de se criar um núcleo de excelência voltado para a pesquisa, ensino e desenvolvimento de projetos de consultoria e softwares aplicados à modelagem matemática e simulação em recursos hídricos. O Laboratório está envolvido com dois Projetos PRONEX (Apoio a Projetos e Núcleos de Excelência) com recursos do CNPq e FAPERJ, o que lhe confere maior relevância em termos de Pesquisa de Ponta.

O Laboratório de Traçadores (LT), estabelecido desde 1972, é o pioneiro no Brasil no emprego de corantes fluorescentes como traçadores inativos, alternativa ao uso de traçadores radioativos artificiais. Além de se dedicar a pesquisas e estudos relacionados com a Hidrologia de Águas Superficiais, é também um dos laboratórios pioneiros, na COPPE/UFRJ, na abordagem experimental de problemas relacionados com o Meio Ambiente..

Em colaboração com University of Texas (Austin), o LT desenvolveu metodologias para o uso de traçadores fluorescentes associados a traçadores gasosos inativos com o objetivo de realizar estudos relativos ao processo de reaeração de águas superficiais.

Com o apoio do Institut für Hydrologie–GSF (Munich), o LT utiliza técnicas envolvendo o emprego de traçadores fluorescentes em estudos que visam avaliar a dispersão de efluentes domiciliares e industriais lançados por meio de emissários em corpos receptores (rios, lagos e águas costeiras).

No campo das aplicações relacionadas com emissários submarinos o LT tem mantido uma intensa colaboração com a Área de Engenharia Costeira para medição “in situ” de plumas de dispersão de traçador fluorescente injetado continuamente em emissários.

As plumas de dispersão medidas no campo são empregadas para calibrar simulações realizadas por meio do modelos computacionais, em especial, o modelo SisBAHIA® (http://www.sisbahia.coppe.ufrj.br/). Através de intercambio com a Georgia Institute of Technology (Atlanta) tem realizado publicações conjuntas nessa área.

Frequentemente o LT interage com outras linhas de pesquisa do Programa de Engenharia Civil e do Programa de Engenharia Oceânica na modelagem de qualidade de água e coopera com o Laboratório de Controle de Poluição do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ em atividades relacionadas com o emprego de traçadores inativos em reatores biológicos.

As atividades atuais do LT concentram-se na linha de pesquisa das aplicações de traçadores fluorescentes em hidrologia de superfície e em estudos de problemas relacionados com a poluição de águas. As típicas aplicações são:

  • • Determinação do coeficiente de dispersão de poluentes em rios e lagos
  • • Avaliação de eficiência de emissários submarinos em rios e águas costeiras
  • • Caracterização da capacidade natural de reaeração em rios e canais
  • • Medição de parâmetros hidrodinâmicos em plantas de tratamento de esgotos
  • • Medição de vazões turbinadas em hidroelétricas de médio e grande porte
  • • Monitoramento de parâmetros meteo-oceanográficos (em geral em apoio às atividades envolvendo o emprego de traçadores fluorescentes)

Um esforço especial é dedicado à otimização das técnicas destinadas a determinar a fluorescência de amostra aquosa em laboratório através do emprego do “Método de Varredura Síncrona”.

Ao longo dos últimos anos, o LT tem se dedicado, também, no desenvolvimento projetos e na construção de diversos equipamentos de campo, que não encontram similares comerciais, sendo, entretanto, fundamentais para otimizar o emprego de traçadores fluorescentes.

O Laboratório de Traçadores é também um dos mais novos integrantes da Rede Temática em Conservação e Recuperação de Ecosistemas e Remediação de Áreas Impactadas.

Docentes

Técnicos e Administrativos

Funcionários UFRJ

  • Franklin Gonçalves de Oliveira Sobrinho

  • Henrique Costa de Mattos

  • Leonardo de Aragão Guimarães

  • Pedro Clinel Adão

  • Renato Burgo Lopes

  • Rosângela da Silva Leonardo